Estava assistindo uma reportagem na TV sobre turismo na Bahia e, num dado momento em que o repórter falou sobre coisas das quais o turista não consegui fugir estando aqui, pensei:
"Graças a Deus não visito a Bahia!"
Não tenho que viajar de volta com aquele berimbau batendo na cabeça e nas pernas das pessoas no avião ou no busu de volta, nem voltar com braço recheado de fitas do Senhor do Bonfim, que insistem em amarrar nos braços até de quem não é turista. Haja pedido!
Também não tenho que levar aquela baianinha, uma gracinha, mas que vai ficar no armário, enchendo de poeira. E, se você tiver rinite isso não vai ser legal.
E a figa? Jesus, e a figa...
Tem que colocar no pescoço, ou tem que ir na carteira para dar boa sorte. Em tenho uma pendurada na parede da minha casa, que só é lembrada na hora de ser limpa. Como a pobre da baianinha.
E quando chove, o que é que turistas e baianos fazem?
Só quem nunca viu o mar- super compreensivel- pra ter animo de ir à praia no meio do temporal. Elas deviam ter uma porta de correr, daquelas mesmo de loja, com uma plaquinha:
"Só para fotos!" nesta época.
Mas porque eu disse Bahia, se estou na verdade falando de Salvador?
É que era assim que os antigos chamavam a nossa capital.
Minha bisa mesmo, quando vinha de Nossa Senhora do Monte, antigo distrito de Candeias, visitar a filha, minha avó e os netos e netas no bairro da Barra, sempre dizia: "Vou pra Bahia!"
Quem sabe numa dessas vezes ela não foi pra casa com um berimbau batendo na cabeça de alguém dentro do trem?
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
30/07/2010
E a alegria de onde vem?
Vem da batida do tambor
Do toque visceral do agogô
Da vibração do couro do timbau na sua mão.
E onde ela chega?
No ouvido da plateia
Nas mãos que acompanham o xequerê
No quadril que teima em não parar de mexer
Nos olhos brilhando de contentamento, de prazer
E isso me dá a certeza
De que música é beleza
De que chega onde nenhuma palavra chega
E que se aconchega no ouvido d'alma
E a alegria de onde vem?
Vem da batida do tambor
Que acompanha o coração
Do agogô visceral que segui e vibra o chão
Da vibração do couro do timbau debaixo de sua mão
Vem da batida do tambor
Do toque visceral do agogô
Da vibração do couro do timbau na sua mão.
E onde ela chega?
No ouvido da plateia
Nas mãos que acompanham o xequerê
No quadril que teima em não parar de mexer
Nos olhos brilhando de contentamento, de prazer
E isso me dá a certeza
De que música é beleza
De que chega onde nenhuma palavra chega
E que se aconchega no ouvido d'alma
E a alegria de onde vem?
Vem da batida do tambor
Que acompanha o coração
Do agogô visceral que segui e vibra o chão
Da vibração do couro do timbau debaixo de sua mão
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Eu vi a liberdade...

Eu vi a liberdade...
E ela estava feliz, flutuando num mar de águas azuis.
E seu amigo, amor estava lá. A tinha levado pela mão para um passeio e sorria ao vê-la tão feliz.
Com seu belo sorriso a liberdade olhava o profundo céu azul e o brilho do sol nos seus olhos se refletia forte na superfície daquela massa de água.
Levada pelo amor, a liberdade se sentiu forte e nadou triunfante até onde pode. E esse lugar era onde ela quisesse, pois levada pelas mãos do amor, para ela não existem distâncias invensíveis, nem lugares inalcansáveis.
E todos ao redor se admiravam em ver a liberdade assim tão solta, tão leve pelo caminho das águas. Indo tão além do que normalmente todos conseguem ir. Perguntavam ao amor como ele havia conseguido fazer a liberdade ir tão longe.
Ele apenas sorriu e disse:
"Amando...
Amando!"
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Flores
Flores pra você que lembra
E pra você que esqueceu
Flores pra você que vive
Flores pra você que se escondeu
E pra quem chora flores
Flores pra quem sorri também
E mais delas pra quem, aos céus pedi
Flores nas mãos de quem quer bem.
Flores, flores, flores...
E pra você que esqueceu
Flores pra você que vive
Flores pra você que se escondeu
E pra quem chora flores
Flores pra quem sorri também
E mais delas pra quem, aos céus pedi
Flores nas mãos de quem quer bem.
Flores, flores, flores...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Presença
Sinto sua falta...
Não, não é carência. Tão pouco cobrança ciumenta e mimada de quem está acostumada a ser atendida nos mais ínfimos desejos.
Mas sua presença me faz tanto bem...
Olhar você ilumina o meu ser de tal forma que um dia sem ela produz um eclipse.
Sei que temos milhões de formas de nos comunicarmos. Fixo, celular... Mas ouvir a sua voz, acompanhada de suas expressões, dá um caráter todo especial aos nossos dialógos.
Nem me fale de SMS e MSN! Acabei de dizer que ouvir sua voz é, das minhas predileções, a mais querida.
Não sei se sentes assim saudades minhas...
Aprendi a lhe dar com o que sinto e a sentir mesmo sem saber se é recíproco. O mais importante é que sinto e digo.
Sua falta é sentida todas as horas do dia. Ele não para, mas fica incompleto. Fica incompleto sem você por perto.
Não, não é carência. Tão pouco cobrança ciumenta e mimada de quem está acostumada a ser atendida nos mais ínfimos desejos.
Mas sua presença me faz tanto bem...
Olhar você ilumina o meu ser de tal forma que um dia sem ela produz um eclipse.
Sei que temos milhões de formas de nos comunicarmos. Fixo, celular... Mas ouvir a sua voz, acompanhada de suas expressões, dá um caráter todo especial aos nossos dialógos.
Nem me fale de SMS e MSN! Acabei de dizer que ouvir sua voz é, das minhas predileções, a mais querida.
Não sei se sentes assim saudades minhas...
Aprendi a lhe dar com o que sinto e a sentir mesmo sem saber se é recíproco. O mais importante é que sinto e digo.
Sua falta é sentida todas as horas do dia. Ele não para, mas fica incompleto. Fica incompleto sem você por perto.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Democracia e patriotismo de contato

Democracia- Caldas Aulete: governo em que o povo exerce soberania.
Aurélio: Doutrina ou regime político baseado nos principos de soberania popular e
da distribuição equitativa do poder.
Quem foi que disse que, na democracia a maioria vence?
Em nenhuma definição que li para escrever esse texto li isso.
Ontem conversando com amigos em um bar da qui da cidade, me contaram que, durante o jogo da seleção durante a Copa, tentaram ir ao cinema e não conseguiram. Todos eles só teriam sessão a partir das 19hs. Isso quer dizer, depois do jogo.
Engraçado..., quer dizer que todos nós somos obrigados a gostar de futebol- que, aliais, eu adoro, que fique bem claro- e a assistir os jogos durante a Copa?
Sei que os funcionários das empresas têm também direito á assistir aos jogos, mas quem não gosta tem o direito de fazer outra coisa também.
Isso me fez lembrar a teoria de uma professora minha da faculdade, que diz que os brasileiros sofrem de uma coisa que se chama "patriotismo de contato". Segundo ela, essa síndrome se manisfesta somente em momentos de Copa e, levemente em Olimpíadas, fazendo com que, nós brasileiros, que nunca nos lembramos de o sermos nos momentos necessários- por exemplo, hora de escolher candidato nas eleições, ou zelar pelo patrimônio público- nos tornemos os seres mais nacionalistas da face da Terra. Ótimo se, como ela ressalta, isso não passasse no dia seguinte ao término dos jogos ou imediatamente após a eliminação da seleção da competição. Lembram daquela chuva de bandeiras num dos jogos das eliminatórias da Copa de 2002, quando a seleção perdeu um dos jogos, não?!
Então..., o Brasil é jogado fora assim todos os dias, pelo ralo de nosso desperdício, pela nossa mania de dar um "jeitinho" em tudo, com isso levando vantagem, e por outras tantas coisas que são do nosso mau hábito e que já nem percebemos mais.
"Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil" (Mario de Andrade em Macunaíma).
segunda-feira, 14 de junho de 2010
14/06/2010
Já não choro mais pelo improvável, pelo impossível...
Meus desejos são indomáveis, mas nem sempre se consegui exatamente o que se quer.
Parar de desejar?
Não posso!
Posso apenas desejar que o que for para o meu bem aconteça.
Meus olhos agora sorriem tristes a observar o improvável de perto, sem anseios, sem ressentimentos.
E sigo desejando- pois isso é do humano- que meus desejos ressoem por ai.
Meus desejos são indomáveis, mas nem sempre se consegui exatamente o que se quer.
Parar de desejar?
Não posso!
Posso apenas desejar que o que for para o meu bem aconteça.
Meus olhos agora sorriem tristes a observar o improvável de perto, sem anseios, sem ressentimentos.
E sigo desejando- pois isso é do humano- que meus desejos ressoem por ai.
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